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Os resquícios do ex 

Nessa hora, o desespero bate e me coloco na cabeça de Rogério Ceni pensando: o que vou fazer com esses caras?

02/09/2019 às 12:30

Amigos, não dá para esquecer três anos em três jogos. E o terceiro jogo de Rogério Ceni no comando do Cruzeiro, diante do Vasco, que terminou em 1 a 0 para o time celeste, mostra isso. Os bons frutos devem ser colhidos pelo novo treinador, que, com modificações a sua cara, fez o placar girar a favor. Mas o que irritou a torcida e fez do jogo uma peleja são as raízes de Mano Menezes, difíceis de serem podadas. 

Vejam bem que o Vasco trouxe perigo durante toda a partida, deixando-a aberta e até mais favorável aos cruzmaltinos. Vejam vocês que isso só não se transformou em gol porque, aos 5 minutos do segundo tempo, Fábio defendeu um pênalti de Pikachu quando o duelo ainda estava zerado. E mesmo depois do gol celeste o time carioca ameaçou bastante a equipe de casa. 

Por outro lado, precisando vencer, o Cruzeiro irritava a torcida e Rogério Ceni, que queriam uma equipe para cima e viam a arraigada máxima ‘mano-menezense’ de trabalhar a bola em toques na horizontal. O que é isso na prática? Vejamos: 

Fábio toca para Fabrício Bruno, que toca para Dedé, que toca para Henrique, que volta para Fabrício Bruno, que vira para Orejuela, que apesar de toda a sua velocidade para ‘subir’ com a bola resolve optar pelo ‘toque rápido’ e mandar para Henrique. Sem paciência, Fred vem buscar a bola e, recebendo de Henrique, faz um pivô p-a-r-a t-r-á-s - não para abrir os corredores de infiltração -, e toca de novo para Henrique. Já bem marcado, recomeça o jogo com Dedé ou Fábio. Se você se cansou de ler, imagine assistir a essa jogada?! 

Nessa hora, o desespero bate e me coloco na cabeça de Rogério Ceni pensando: o que vou fazer com esses caras? Virar o campo 90° graus para ver se conseguem tocar para frente e não para o lado? Virar o campo 180º graus pra ver se jogam para frente e não para trás? E por último e não menos alternativo que as anteriores: buscar no banco alguém que não esteja tão contaminado quanto os titulares veteranos. 

Posso apostar que essa última opção surgiu aos 21 minutos do segundo tempo, antes da troca de Thiago Neves por Maurício. O garoto de 18 anos não tem em seu sangue o estilo de jogo do último treinador do Cruzeiro, menos ofensivo e mais eficiente. Ele tem o DNA do próprio Cruzeiro. Vindo da base, o meia sabe que a torcida quer é vitória e para isso acontecer só tem um caminho: o do gol. 

Nelson Rodrigues diria que não faltou “plenitude de confiança, de certeza, de otimismo” ao jovem meia celeste para decidir o jogo; e eu digo que na realidade o que não lhe faltou foi a máxima do futebol que, não à toa, saiu das quatro linhas e virou lição de vida para todos nós: BOLA PRA FRENTE!

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