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Fake news alimenta desinformação e vira problema para campanhas de vacinação 

Por Aline Campolina, 17/10/2019 às 10:25
atualizado em: 17/10/2019 às 11:10

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Foto: Prefeitura de Jundiaí
Prefeitura de Jundiaí

Diante do avanço tecnológico e do acesso às redes sociais por grande parte da população, todo cuidado é pouco quando o assunto é fake news. Na área da saúde essas notícias falsas têm prejudicado algumas ações importantes, como as campanhas de vacinação. Um dos grandes desafios da atualidade é combater esse movimento na internet. O assunto é lembrado em todo país neste Dia Nacional de Vacinação (17).

Segundo último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, em agosto de 2019, em um ano o órgão respondeu 11,5 mil dúvidas no whatsapp, canal criado exclusivamente para verificar se informações que circulam nas redes sociais são verdadeiras.

Para o médico José Geraldo Ribeiro, referência nacional em vacinação e assessor de vacinas do Grupo Hermes Pardini, existem outras situações que dificultam as coberturas vacinais, mas as fake news têm um papel importante. “Sem dúvida são muito importantes porque criam na população uma insegurança muito grande em relação a segurança das vacinas. Agora, nós temos outras questões, como horário de funcionamento das salas de vacina e a falta das doses, fazendo com que as pessoas tenham que ir várias vezes à unidade”, diz o especialista.

A resistência de algumas pessoas com relação a não se imunizarem ou não vacinarem os filhos é vista como preocupante pela classe médica. “Tudo que contribui para a diminuição da cobertura vacinal está envolvida na volta de algumas doenças para o Brasil. O exemplo mais típico é o Sarampo, cuja vacina é muito eficaz, e, se estão ocorrendo casos, principalmente em crianças e adultos jovens, é porque há pessoas sem a vacinação adequada”, ressalta o infectologista.

De acordo com dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), nos últimos dois anos, a meta do Brasil de ter 95% da população vacinada não foi alcançada. Conforme o Ministério da Saúde, todas as vacinas destinadas a crianças menores de dois anos vêm registrando quedas desde 2011.

A imunização em adultos é outro grande desafio. “Existe uma crença na sociedade brasileira de que vacina realmente é coisa de criança, o que é uma bobagem. Existem algumas doenças, inclusive, que são mais graves no adulto do que são na criança. Então, por exemplo, um adulto que nunca teve catapora, se ele tiver na idade adulta, o risco de doença grave e de óbito é muitíssimo maior do que na criança. A hepatite A é da mesma forma”, acrescenta o epidemiologista.

Saúde sem fake News

Para combater as fake news sobre saúde, o Ministério da Saúde disponibiliza um número de whatsapp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não é um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.
 
Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640.

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