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Presidente da Renova rebate críticas sobre demora em obras em Mariana e diz que já destinou R$ 6,68 bilhões em reparações

Por Redação , 22/10/2019 às 14:35
atualizado em: 22/10/2019 às 15:23

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A Fundação Renova apresentou nesta terça-feira um balanço das ações de reparação às vítimas, aos familiares, à área ambiental e à área da construção civil em Mariana, na região Central de Minas, após o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco,  em novembro de 2015. 

Segundo a fundação, já foram destinados R$ 6,68 bilhões a Minas e ao Espírito Santo em ações de reparação e compensação. De acordo com o presidente da entidade, Roberto Waack, cerca de R$ 2 bilhões foi usado para pagar indenizações.

“A segunda frente [foi usada] para obras de reconstrução e de reparação de infraestrutura ao longo, principalmente, de 100 quilômetros, mais de 1.400 obras. Um destaque muito importante para os reassentamentos, que envolvem a aquisição dos terrenos e, principalmente, a infraestrutura: estrada, asfalto, saneamento, água, pavimentação, tudo isso em pleno curso.”

Waack rebateu as críticas sobre a demora das obras nos distritos de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, e disse que o prazo precisou ser estendido porque cada caso está sendo analisado separadamente.

“Se a gente estivesse fazendo uma reconstrução monocrática, do tipo eu escolho os terrenos, as casas são definidas em um modelo padrão, certamente já estaria pronto. É um processo mais longo, mas eu acho que é melhor que seja um processo dessa natureza, em que se discute casa a casa, para que as obras sejam entregues de uma maneira mais próxima do que essas pessoas tinham quando viviam nas suas cidades que foram destruídas.”

Em relação à água do Rio Doce, Waack afirmou que, apesar de alguns ambientalistas afirmarem que ela está contaminada, foi comprovado que a qualidade voltou ao nível de antes do rompimento. “O Rio Doce não morreu. As condições atestadas pelos órgãos especializados, as agências de águas dos estados, indicam claramente que as condições voltaram ao que eram antes do rompimento da barragem.”

Conforme Waack, cerca de 319 mil pessoas foram indenizadas até agosto, mas muitas ainda precisam ser. “A questão do número depende muito da conclusão dos cadastros e da definição de uma política de indenização.”

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