Notícias

Itatiaia mostra dia seguinte à queda de avião que matou três em BH; moradores relatam medo 

Por Redação, 22/10/2019 às 10:07
atualizado em: 22/10/2019 às 10:13

Texto:

Foto: FRED MAGNO/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO
FRED MAGNO/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO

Um dia após a queda de um avião, a reportagem da Itatiaia esteve na rua Minerva, no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte. No local, os destroços já foram retirados, mas um leve odor e o semblante assustado dos moradores denunciam a tragédia que matou três pessoas – outros três estão internadas em estado grave no Hospital Pronto Socorro João XXIII. 

Ao longo dessa segunda-feira (21), a Itatiaia conversou com moradores da região, que demonstraram descontentamento com o aeroporto Carlos Prates, local de onde decolou o avião de pequeno porte. Esta foi a segunda queda de avião registrada na mesma rua neste. Em abril, o piloto Francisco Gontijo morreu carbonizado

As investigações do acidente desta segunda-feira ainda não tem data para ser finalizadas, conforme o Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A ausência de caixa-preta, item que não é obrigatório em aeronaves de pequeno porte, dificulta a obtenção de respostas.

O piloto da aeronave, Allan Duarte, está entre os sobreviventes. Contudo, o estado de saúde dele é delicado, já que teve quase todo o corpo queimado. Outros dois ocupantes que também estão internados são: Srrael Campras, de 33 anos, e Thiago Torres, 32 anos. 

De acordo com as informações iniciais, a tragédia seria ainda pior se não fosse por um paraquedas acoplado na aeronave, que teria sido acionado no momento da queda, reduzindo o impacto. 

Medo

Moradora do Caiçara há mais de 30 anos, Rosilene cobra alguma posição das autoridades. Assustada, ela relembra o momento em que viu uma das vítimas queimando viva e cita um jovem que teria salvo duas pessoas. “Eu gostaria de conhece-lo, porque ele salvou duas vidas. Ele tentou salvar os outros dois, mas não conseguiu. Quando ele voltou, o avião explodiu de novo”. 

“Aquela cena não sai da minha mente. Eu não sei se vou conseguir dormir ou passar naquela esquina novamente. Eu já reclamei várias vezes. Eles estão esperando o que para tomar providência? Cair mais um avião e matar várias pessoas?”, completa. 

Com apenas 17 anos, Maria Eduarda segue a narrativa de medo: “Os aviões passam quase que raspando os prédios”. 

O engenheiro aposentado Carlos Henrique, de 71 anos, morador do bairro há 50 anos, ressalta: “Nós, do Caiçara, estamos ameaçados todos os dias”. 

Responsabilidade federal

Vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) culparam o governo federal pela responsabilidade nos voos no Aeroporto Carlos Prates. A posição é a mesma adotada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'Eu estou levando minha revolta para um lado de injustiça, eu preciso de uma resposta. Eu guardei tudo no quarto do bebê. Essa dor parece que não vai passar', completa.

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O caso foi revelado em primeira mão pela rádio Itatiaia e repercute nacionalmente.

    Acessar Link