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Sem emprego, trabalhadores apostam no mercado informal e alguns faturam alto 

Por Redação, 11/11/2019 às 11:21
atualizado em: 11/11/2019 às 16:54

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Desempregada, Teresa Cristina, de 55 anos, cuida de uma filha e uma neta, além das várias contas para pagar. A solução encontrada para contornar a crise foi o mercado da informalidade, receita que tem dado certo. Com a venda de chup-chups gourmet, o faturamento mensal, em um mês de bom movimento, pode passar de R$ 3,5 mil. 

“É o que eu gosto de fazer. Todo mundo gosta e me ajuda bastante”, diz Teresa, que vende o produto na porta da Santa Casa, região Hospitalar de Belo Horizonte, de segunda-feira a sábado, das 11h às 15h. “Eu vendo uns 150, 200 por dia”. 

Antes da venda de chup-chups, ela conta que tentou trabalhar com o comércio de cachorros-quentes. Não deu certo. A escolha pela receita de sucesso veio após uma pesquisa na internet. Utilizando apenas os ingredientes, o freezer e o liquidificador ela aprimorou o produto. “É um chup-chup gourmet, Ninho (leite em pó) com Nutella (creme de avelã)”, explica. 

A aposentada Maria Rita, que vive sozinha, também apostou na informalidade. Com a quantia obtida vendendo salgados, bolos e roscas, ela complementa o salário mínimo que ganha de aposentadoria. “Dá para inteirar luz, água, gás, telefone. É uma benção na minha vida.”

11,8 milhões 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número dos que trabalham sem a carteira assinada no Brasil é de 11,8 milhões no trimestre encerrado em setembro. Os empregos informais chegam a 41,4% da força de trabalho ocupada no país. 

Para a analista de sistema do Sebrae, Laurana Viana, a crise é o momento de testar ideias. E para ter sucesso neste mercado, é preciso, acima de tudo, conhecer o público. “Primeiro eu penso quem serão meus potenciais clientes, quem eu quero atender, e em cima disso eu passo a pensar em como posso atender essas necessidades”, explica. 

Mesmo para aqueles que ainda não tenham trabalhado com nenhum tipo de vendas, Laurana ressalta que conhecimento é a palavra-chave, tanto das próprias qualidades quanto do público para o qual o serviço será oferecido. “Por exemplo, eu sei fazer artesanato. Quem precisa de artesanato? Então essas pessoas vão ser meus futuros clientes e aí eu começo a desenhar quais os produtos e serviços eu consigo proporcionar para atender essas necessidades”, detalha.

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