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Transtornos da tireoide podem afetar até o crescimento da criança

Por Aline Campolina/Itatiaia , 05/11/2019 às 09:53
atualizado em: 05/11/2019 às 09:54

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Muita gente confunde hipertireoidismo e hipotireoidismo, mas, apesar de serem palavras muito semelhantes, representam doenças diferentes. Os dois são distúrbios que afetam a tireoide, que é uma glândula muito importante para o funcionamento do organismo, localizada logo abaixo da região conhecida popularmente como “gogó” ou “pomo de Adão”. Tanto o hiper quanto o hipotireoidismo estão ligados a uma doença autoimune, além de fatores genéticos.

Roberta dos Santos Rocha, endocrinologista da Santa Casa BH, explica que o hipotireoidismo significa que não há uma produção suficiente do hormônio da tireoide no corpo. Essa produção é deficiente. Por outro lado, no hipertireoidismo há um excesso da produção dos hormônios da tireoide. “Os hormônios da tireoide estão presentes em todas as reações do nosso corpo, como fertilidade, raciocínio, inteligência, gravidez, etc. É um hormônio imprescindível para a nossa vida”, ressalta a médica.

Por serem doenças autoimunes, ou seja, o próprio sistema imune ataca a tireoide, muita gente já nasce com uma chance muito maior de desenvolver um ou outro distúrbio, especialmente no caso das mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireoide. “Essas doenças autoimunes estão muito relacionadas ao hormônio feminino, que é o estrógeno. Então as mulheres são geralmente mais acometidas do que os homens”, afirma a endocrinologia.

Tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo podem aparecer em qualquer fase da vida, seja na infância, juventude ou na terceira idade. É importante que o diagnóstico seja feito precocemente, principalmente no caso das crianças, já que esse hormônio está muito ligado ao crescimento e desenvolvimento, para que não haja um comprometimento da estatura final do paciente.

Geralmente são doenças crônicas, que não têm cura, mas tem um acompanhamento a longo prazo. “Muitas vezes, no caso do hipotireoidismo, a glândula é completamente destruída e não há como fazer uma reversão dessa destruição. Aí precisa fazer a reposição do hormônio. No hipertireoidismo, como há um aumento da produção do hormônio, você precisa fazer uma contenção desse excesso. São três modalidade terapêuticas: medicamentos, cirurgia ou iodo radioativo”, detalha doutora Roberta.

Há sintomas semelhantes e específicos. Os semelhantes são: cansaço, fadiga e mal estar geral. Já o hipotireoidismo é caracterizado por um inchaço no corpo que pode provocar um aumento discreto no peso, infertilidade, sonolência excessiva, dificuldade de concentração e raciocínio. Por outro lado, o hipertireoidismo, o paciente pode ter uma maior irritabilidade, palpitação cardíaca, tremores e diarreia.

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