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Número de pontos críticos nas rodovias aumenta em 75,6%, afirma Confederação do Transporte

Por Agência Brasil, 22/10/2019 às 12:48
atualizado em: 22/10/2019 às 13:37

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil

O número de pontos críticos da malha rodoviária pavimentada brasileira aumentou em 75,6% entre 2018 e 2019. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), essa situação, associada a outros fatores como falta de investimentos e má qualidade das pistas, prejudica a competitividade dos produtos brasileiros, aumentando em 28,5% o custo operacional dos produtos que têm, nas rodovias, a principal forma de escoamento.

Os números são da 23ª Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta terça-feira pela entidade. Foram avaliados mais de 108 mil km de rodovias em todo o país. A pesquisa analisa toda a malha federal e os principais trechos estaduais pavimentados.

Segundo o levantamento, foram identificados neste ano 797 pontos críticos nas rodovias brasileiras. Destes, 639 são trechos com buracos grandes, 130 erosões na pista, 26 quedas de barreira e duas pontes caídas. Entre 2017 e 2018, o número de pontos críticos já havia aumentado de 363 para 454 casos.

Na avaliação da CNT, 59% da malha rodoviária pavimentada apresentam algum tipo de problema, motivo pelo qual foi considerada regular, ruim ou péssima. Ainda segundo o levantamento, 41% da malha são consideradas boas ou ótimas. De acordo com o levantamento anterior, feito em 2018, 57% dos trechos de malha pavimentada apresentavam estado geral com classificação regular, ruim ou péssima.

A entidade aponta que 52,4% da extensão de todo pavimento avaliado apresentam problemas, e que 47,6% têm condição satisfatória. O pavimento está “totalmente destruído” em 0,9% da extensão avaliada.

No que se refere à sinalização, em 48,1% da extensão das rodovias ela foi considerada regular, ruim ou péssima; e em 51,9% foi considerada ótima ou boa. “A faixa central é inexistente em 6,6% da extensão e as faixas laterais são inexistentes em 11,5%”, aponta do estudo.

Na avaliação da geometria da via – que considera o tipo e o perfil da rodovia, a presença de faixa adicional, de curvas perigosas e de acostamento – 76,3% da extensão foram consideradas deficitárias, e 23,7%  avaliadas como ótimos ou boas. As pistas simples predominam em 85,8% da extensão e, em 45,5% dos trechos avaliados falta acostamento.

A CNT alerta que não há acostamento em 41,7% dos trechos com curvas perigosas.

A entidade estima que em 2018 o prejuízo gerado pelos acidentes ficou em R$ 9,73 bilhões. No mesmo período, acrescenta a CNT, o governo teria gasto R$ 7,48 bilhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.

A má qualidade do pavimento aumenta o consumo – e o desperdício – de combustíveis. Segundo estimativa da CNT, haverá em 2019 um “consumo desnecessário” de 931,8 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento, o que resultará em um aumento de R$ 3,3 bilhões nos custos para os transportadores.

O levantamento avalia que serão necessários R$ 38,6 bilhões em investimentos em “ações emergenciais de manutenção e reconstrução” para a recuperação das rodovias brasileiras. No entanto, complementa o estudo, dos R$ 6,2 bilhões em recursos autorizados pelo governo federal para a infraestrutura rodoviária, apenas R$ 4,78 bilhões (77,1%) foram investidos até setembro.

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